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O animus

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Por: Hellen Reis Mourão A literatura junguiana, apresenta muito material sobre a anima, mas pouco material sobre o animus. Como se trata de um assunto empírico e polêmico, vou primeiramente apresentar aquilo que Jung entendia como o “lado masculino da mulher” e depois apresentarei minha vivência e meu embate com o animus. Não pretendo esgotar o assunto, até porque na época de Jung os papéis femininos e masculinos eram mais claros e definidos que hoje. Mas acho que esse estudo vale para uma reflexão, pois apesar de Jung muitas vezes ter sido acusado de ser um porta-voz de pontos de vista estereotipados sobre as diferenças entre homens e mulheres, em alguns pontos ele estava adiante de seu tempo, possuindo certa razão em sua teoria. Para iniciar o estudo, é válido lembrar que todos nós carregamos uma quantidade pequena de hormônios do sexo oposto em nosso organismo. Consciente disso, Carl Jung teve a percepção de que todos nós carregamos em nossa psique nossa contr...

A função pensamento

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Por: Hellen Reis Mourão A função pensamento, assim como o sentimento, é uma função qualificada por Jung como racional. Racional, no sentido como nós conhecemos. É nela que se encontram a análise lógica, cartesiana. Para essa função é necessário desenvolver uma tese, onde a introdução, análise, crítica e conclusão são inevitáveis. No pensamento não há descanso enquanto não se encontra uma conclusão. A investigação faz parte de seu repertório. A curiosidade é altamente aguçada, levando a ao cerne das questões. Essa função esclarece o que significam os objetos. Aqui não há valorização, como no sentimento, apenas o esclarecimento puro e simples. Em Jung – Vida e obra, Nise da Silveira diz: O pensamento esclarece o que significam os objetos...Julga, classifica, discrimina uma coisa da outra.  Entretanto é pertinente deixar claro que o pensamento em si não se atrai pelo raciocínio abstrato, a não ser que esteja respaldado por uma forte intuição...