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Mostrando postagens com o rótulo Conceitos

A Anima

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 Por: Hellen Reis Mourão A ideia da natureza andrógina do homem é muito antiga, e muitas vezes foi expressa na Mitologia e pelos espíritos intuitivos (os xamãs, por exemplo) dos tempos passados. Mais recentemente Carl Jung aprofundou no estudo da mitologia, dos contos, dos sonhos e da literatura e observou esse fato psicológico da natureza humana e nos presenteou com os termos Anima e Animus, que simbolizam os opostos existentes no homem e na mulher. Na Grécia antiga havia a ideia e que os primeiros seres que deram origem aos humanos, eram perfeitamente redondos, tinham quatro braços e quatro pernas e uma cabeça com duas faces, parecendo opostas entre si. Eram masculinos e femininos ao mesmo tempo e por isso possuíam enorme força e inteligência que rivalizavam com os deuses. Com medo os deuses cindiram as esferas em dois e os gêneros foram separados, mas a lembrança dessa unidade faz com que o ser humano lute para se reunir com sua metade de novo. Essa busca ainda re...

Sincronicidade - Um novo sentido a vida

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Por: Hellen Reis Mourão A sincronicidade é um dos termos mais controversos e menos compreendido da Psicologia Analítica de Carl Jung. Jung criou o termo empírico sincronicidade para poder explicar acontecimentos que fogem da causalidade e das leis do tempo e espaço. A causalidade é bem conhecida do pensamento cartesiano de causa e efeito. Entretanto alguns acontecimentos em nossas vidas escapam dessa lei, onde um acontecimento tem uma causa conhecida e que pode se encaixar em um postulado ou lei. São aqueles fenômenos que por vezes tomamos por simples coincidência, mas que escapam de qualquer explicação lógica, e a lei de causa e efeito não da conta desses fenômenos raros e aleatórios. Jung (2000) diz: “Como nos mostra sua etimologia, esse termo tem alguma coisa a ver com o tempo ou, para sermos mais exatos, com uma espécie de simultaneidade. Em vez de simultaneidade, poderíamos usar também o conceito de coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em q...

Introversão e Extroversão – Limpando conceitos

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Por: Hellen Reis Mourão O médico suíço Carl Gustav Jung, criou em 1921 com sua obra Tipos Psicológicos os termos extroversão e introversão. Hoje esses termos se tornaram jargões usuais. É comum definirmos pessoas como extrovertidas e introvertidas, pois todos nós conhecemos pessoas fechadas, ariscas, difíceis de conhecer (introvertidos) e pessoas abertas, sociais, joviais e que sempre estão se relacionando (extrovertidos).   Mas será que sabemos do que estamos falando quando nos referimos a alguém dessa forma? Por essa razão vamos analisar o que é extroversão e introversão. Conforme Carl Jung (1991), extroversão e introversão mostram tipos gerais de atitudes, e elas se distinguem pela direção de interesse e movimento da libido, ou seja, da energia psíquica. Em outras palavras, a atitude da consciência será determinada pela direção de interesse em relação ao objeto. Por objeto, entendemos tudo aquilo que não é o sujeito e que não se liga a pessoa e seu m...

A função inferior

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 Por: Hellen Reis Mourão A função inferior é nosso calcanhar de Aquiles, onde está a nossa ferida mortal, aquilo que não gostamos de ver em nós. Onde “pagamos mico”, nos embaraçamos. Aquilo que te fere, que te toca, que te da vontade de gritar, chorar...Sua ferida mortal! Sendo a porta do inconsciente quando cutucada se abre para a sombra, ativa complexos e detona o ego. É como pisar em formigueiro, em questão de segundos seu pé está lotado de formigas. As formigas são complexos que “engolem” o ego. Muitos me perguntam como assimilar a função inconsciente¿ Eu respondo: é impossível! Essa é uma idéia ilusória do ego, que podemos ”assimilar” a função inferior. Pois ela é o inconsciente. Ela é o portal por onde passam os nossos conteúdos sombrios. E é humanamente impossível assimilar todo o inconsciente. Cada vez que você se conscientiza de um conteúdo sombrio, logo vem outro. Somos completamente incapazes de exercer um controle consciente da função inferior, ...