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Cinderela as avessas

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Cinderela às avessas é um filme de 1987. Ótimo para ver um conto de fadas revisitado. Atentem ao fato que a heroína só consegue transmutar a realidade quando ela a aceita. Assim é em nossa vida. Só podemos transmutar algo, depois que aceitamos nossa vida como ela é e a vivemos em sua plenitude. Bom filme!

Sobre a questão da sombra: Ser ou não ser, eis a questão

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 Por: Hellen Reis Mourão Tudo aquilo que não queremos ser é justamente aquilo que nos cura. O desprezível em si e nos outros, todo comportamento que abominamos, por mais paradoxo que seja, é a nossa salvação. Pense o que detesto em mim e nos outros ? O que eu digo que nunca faria? Pois ai está o seu eu ferido! Esses são aqueles comportamentos e crenças que nossa família nos ensinou a reprimir. Em nossa infância, para ampliarmos nossas chances de sobrevivência e conseguirmos aprovação, é necessário negar algumas atitudes, alguns traços de personalidade. Esses traços negativos tornam-se aquilo que chamamos “o eu reprimido” as partes do falso eu que são demasiado dolorosas para serem reconhecidas: Isso é nossa sombra pessoal, que nos assusta, que causa terror, medo, angustia. Ela nos assusta, pois revela-nos quem de fato nós somos. Por isso gastamos tanta energia para mantê-la oculta. Nós negamos esse lado negro com todas as nossas forças, ou então projet...

O Self ou Si-mesmo

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 Por: Hellen Reis Mourão Conforme Carl Jung, o Si-mesmo , ou Self , é uma imagem arquetípica do potencial mais pleno do homem, ou seja, da totalidade. Ele ocupa a posição central da psique como um todo e, portanto, do destino do indivíduo. É mais abrangente que o ego, que a ele encontra-se subordinado. O ego, então está para o Self , assim como a parte está para o todo. É muito difícil definir conceitualmente o Self , mas uma definição mais aproximada, mesmo que limitada, seria a da “divindade interior“, a Imago - Dei que cada indivíduo carrega em seu íntimo. Essa imago, então é capaz de produzir sentimentos maravilhosos de êxtase, mas também o mais assombroso temor e respeito. E essa imagem é comumente projetada em divindades externas, dentro dos sistemas religiosos. Jung foi intensamente criticado por apresentar esse conceito de Self . Foi criticado tanto por religiosos como por médicos cientistas. Os religiosos acusaram-no de tentar deduzir Deus a uma função p...

Valente e o resgate do feminino

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Valente, uma animação produzida pela Pixar é um conto de fadas diferente do padrão. Não há príncipe encantado! No filme a princesa Merida, é criada pela mãe para ser uma perfeita princesa e a sucede-la como rainha. Merida precisa seguir protocolos e etiquetas. Tudo conforme o costume dos antepassados. Ela precisa ser uma dama! Mas Merida prefere caçar com seu arco e flecha e cavalgar pelas florestas selvagens da Escócia. Mas sua mãe tem outros planos, casa-la! Para isso organiza uma competição de forma a escolher seu futuro marido. Nesse instante, se vendo obrigada a casar, recorre à ajuda de uma bruxa. A bruxa então lhe da uma poção no intuito de mudar sua mãe. Mas quando a poção surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente a que Merida esperava… E ai caberá à jovem ajudar a sua mãe e a impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos. Valente é uma metáfora perfeita da redenção do feminino na relação mãe e filha. Merida e a mãe são aspectos compleme...

Para que servem os mitos?

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Por: Hellen Reis Mourão Todos os povos antigos possuíam a sua própria mitologia. Cada mitologia demonstra a forma como cada povo pensava a respeito de suas origens e também como imaginavam a estrutura fundamental de sua existência. Revelando a alma de um povo. Conforme Carlos Byington, os mitos nos mostram os caminhos que percorrem a Consciência Coletiva de uma determinada civilização durante a sua formação, e também a delineação do mapa do tesouro cultural através do qual a Consciência Coletiva de um povo pode, a qualquer momento, voltar para realimentar-se e continuar se expandindo. Os mitos nos trazem a percepção das ideias, não são histórias literais. Não se apreende o mito via intelecto, pois o mito fala a linguagem da alma, uma linguagem simbólica. Eles dão formas aos arquétipos, uma vez que eles não podem ser contatados diretamente pela psique, pois no inconsciente coletivo eles não possuem formas definidas. Segundo Joseph Campbell, os mitos ...