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O rei nos contos de fadas e a imagem do Self

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Por:Hellen Reis Mourão Os contos de fadas são recheados de figuras da realeza como reis, rainhas, princesas e príncipes. Os reis nos contos são geralmente anônimos mostrando que se trata de um material da psique suprapessoal. Como se trata de uma figura de grande destaque na sociedade, sua figura pode ser associada à manifestação de Deus na Terra, ou seja, eles representam a imagem do Self , aquele centro regulador da psique que se torna uma representação da atitude coletiva nos contos de fadas. Von Franz (2005) diz que o rei incorpora um princípio divino, do qual depende o bem-estar físico e psíquico de toda a nação. É o princípio divino na sua forma mais visível, é sua encarnação e sua moradia. Dessa forma observando a figura do rei podemos tirar alguns aprendizados sobre o Self e como a consciência coletiva (e individual) funciona mediante esse centro regulador. Associar o rei ao Self faz sentido, pois no nível individual é desse centro regulador que depende todo ...

Sincronicidade - Um novo sentido a vida

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Por: Hellen Reis Mourão A sincronicidade é um dos termos mais controversos e menos compreendido da Psicologia Analítica de Carl Jung. Jung criou o termo empírico sincronicidade para poder explicar acontecimentos que fogem da causalidade e das leis do tempo e espaço. A causalidade é bem conhecida do pensamento cartesiano de causa e efeito. Entretanto alguns acontecimentos em nossas vidas escapam dessa lei, onde um acontecimento tem uma causa conhecida e que pode se encaixar em um postulado ou lei. São aqueles fenômenos que por vezes tomamos por simples coincidência, mas que escapam de qualquer explicação lógica, e a lei de causa e efeito não da conta desses fenômenos raros e aleatórios. Jung (2000) diz: “Como nos mostra sua etimologia, esse termo tem alguma coisa a ver com o tempo ou, para sermos mais exatos, com uma espécie de simultaneidade. Em vez de simultaneidade, poderíamos usar também o conceito de coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em q...

Frozen

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 Por: Hellen Reis Mourão Nesse fim de ano resolvi escrever sobre o conto de fadas moderno que tem mexido com a psique das meninas (e dos adultos também) em todo mundo: Frozen. O filme é levemente baseado no conto de fadas A Rainha da Neve, o qual já analisei aqui no Blog , e relata a história de duas irmãs filhas do rei de Arendele: Elza e Anna. As duas possuem personalidades diferentes. Anna é alegre, extrovertida e busca encontrar o amor de sua vida; Elza é comedida, introvertida e quer aprender a lidar com seus medos. As duas irmãs do filme apresentam atitudes bem marcantes e opostas que exemplificam claramente aquilo que Carl Jung denominou de introversão e extroversão. Conforme Carl Jung (1991), extroversão e introversão mostram tipos gerais de atitudes, e elas se distinguem pela direção de interesse e movimento da libido, ou seja, da energia psíquica. Em outras palavras, a atitude da consciência será determinada pela direção de interesse em rel...

O Mágico de Oz - o conto

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Por: Hellen Reis Mourão Os contos de fadas apesar de serem hoje vistos como entretenimento ou como algo infantil, nos mostram em sua estrutura e em seu significado mais profundo algo de uma seriedade impar: o processo iniciatório. Na obra O Mágico de Oz do escritor norte-americano L. Frank Baum , a heroína Dorothy passa por uma séria de provas iniciatórias onde irá passar da imaturidade da infância para a vida adulta. O conto começa nos mostrando a órfão Dorothy morando no Kansas com seus tios. O lugar é apresentado como triste e cinzento, sendo somente Dorothy feliz com seu cachorrinho Totó. Até que um dia um ciclone atingiu sua casa e a levou com casa e tudo para o mundo de Oz. O ciclone é uma força da natureza extremamente destrutiva. Nesse caso podemos afirmar de forma simbólica que Dorothy foi alçada para o mundo simbólico do inconsciente. Ela está em uma sublimatio, observando tudo de longe de forma a observar as múltiplas possibilidades de sua vida. Quando...
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A Rainha da Neve - O conto que inspirou Frozen

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Por: Hellen Reis Mourão Esse é um conto de Hans Christian Andersen, publicado pela primeira vez em 21 de dezembro de 1844. Pouco conhecido no Brasil, esse é o conto que inspirou levemente o filme Frozen. O conto se inicia com um maldoso anão (ou feiticeiro, ou demônio em algumas versões) que vivia em uma nuvem e que cria um espelho o qual piora os defeitos de todos os que nele se mirassem. O anão então resolve quebrar o espelho e envia seus pedaços pelo mundo para assim provocar a discórdia. Dois deles foram para uma sacada onde brincavam dois amigos, Gerda e Kai. Kai, o menino, havia um dia antes pergunta para sua avó se a Rainha da Neve poderia vir até eles (uma lenda que a avó costumava contar). Ela diz que sim, e Kai então faz um "desafio" ao vento para a Rainha, duvidando de que ela conseguisse chegar até ali, porque o garoto não acredita que ela realmente exista. Entretanto, à noite, enquanto Kai se prepara para dormir, vê pela janela que a neve for...